Computador de baixo custo para pequenas finalidades

De 2008 pra cá, aposentei meu desktop e meu notebook virou meu computador pessoal. O problema é que em algumas noites ele ficava ligado baixando coisas, o que não é legal para a vida útil de notebooks.

Pensando nisso, ressuscitei um antigo gabinete meu, um HD e uma placa de rede sem fio que arranjei com o Eduardo Falcão e Marcelo Pazzo, respectivamente, e mais algumas peças antigas. Para completar o kit, comprei uma placa-mãe Intel D945GCLF2D.

Essa placa-mãe traz um pequeno adicional: um processador Atom 1.6GHz 64 bits já instalado, e custa cerca de R$ 250 por aí. Não é o computador mais poderoso da atualidade (longe disso), mas para pequenas finalidades quebra um galhão.

A placa vem com 4 portas USB traseiras e suporta mais 4, um slot para memória RAM DDR2 de até 2GB, um slot PCI, placa de vídeo integrada Intel Graphics Accelerator 950 e uma placa de som HD 5.1 da Realtek. Ou seja: um ótimo custo/benefício.

Pro meu brinquedo novo, escolhi como sistema operacional o FreeBSD. Fazia tempo que eu queria aprender a mexer mais a fundo nele, mas faltava uma finalidade pra me incentivar. Até agora não consegui configurar a placa de rede sem fio, uma D-Link DWL-510. O jeito foi deixar o gabinete do lado do roteador.

Aguardem dicas de FreeBSD e gambiarras pra puxar torrent. 🙂

Acessando a FreeNode com XChat e Tor

Edição posterior: esse tutorial parece ter deixado de funcionar… Há outro tutorial de um dos visitantes que menciona ter tentado meu tutorial, não conseguiu fazê-lo funcionar mas achou uma solução. Recomendo que tentem ele no lugar do meu… 🙂 Vou deixar o meu aqui por razões históricas.

Servidores IRC costumam ser bloqueados em uma boa quantidade de redes. As desculpas para isso são diversas: as pessoas vão perder tempo no bate-papo, podem puxar pirataria em file servers e por aí vai. No entanto, como tudo na internet (até mesmo o orkut), o IRC também pode ser usado para boas finalidades, inclusive finalidades profissionais. Por exemplo, tirar dúvidas de desenvolvimento em canais especializados da rede FreeNode. Mas os firewalls e proxies não sabem das suas intenções…

Para esse feito, utilizei Tor e XChat. Importante: ao conectar, ele requisitou autenticação SASL, o que me fez procurar um script que habilitasse SASL no XChat. Para esse caso, também foi necessário já ter um  nickname registrado na FreeNode.

As instruções:

  1. Primeiro você precisa instalar o Tor na sua distribuição Linux. No meu Arch Linux, um pacman -S tor resolveu. Edite o arquivo /etc/tor/torrc e acrescente a seguinte linha no fim do arquivo:
    mapaddress  10.40.40.40  p4fsi4ockecnea7l.onion
  2. Salve o arquivo e reinicie o serviço. No Arch Linux, isso é feito com
    /etc/rc.d/tor restart

    Na maioria das outras distribuições populares, isso é feito com

    /etc/init.d/tor restart
  3. Você precisará usar esse script para habilitar SASL no XChat.  Ponha-o no diretório ~/.xchat2 .
  4. Inicie o XChat. Vá no menu Settings > Preferences.
  5. Vá em Network > Network Setup.
  6. Defina o proxy para localhost, porta 9050, tipo Socks5.
  7. Feche as configurações. Agora vá em File > Server list e crie uma nova rede. A minha eu chamei de FreeNode_Tor.
  8. Abra as configurações da sua nova rede e adicione o servidor p4fsi4ockecnea7l.onion/6667.
  9. Agora você vai acrescentar suas configurações do SASL:
    /SASL -set FreeNode_Tor <seu nick> <sua senha>
  10. Conecte ao servidor:
    /server 10.40.40.40

Fontes:

Delicious no Chrome

Até pouco tempo atrás, quem queria usar Delicious no Google tinha que criar botões na barra de bookmarks com gambiarras em JavaScript. Agora temos uma extensão (não-oficial do Delicious) que já nos livra desse serviço.

No momento, ela só faz o que está descrito na figura: adiciona um novo bookmark no Delicious e mostra links para seus bookmarks e inbox do Delicious.

Não há integração dos bookmarks do Delicious com o Chrome, por exemplo. Como nunca gostei de misturar os bookmarks, achei suficiente: simples e funcional.

Transmission

Eu estava procurando, esses dias, um bom cliente para baixar torrents.  Queria um programa mais leve: eu estava usando o Vuze, mas para uma tarefa simplória de baixar torrents usar o Vuze é matar mosca com canhão, já que ele tem muito mais recursos do que eu realmente usava. O próprio site do Vuze já o descreve como “o mais poderoso cliente BitTorrent do mundo”, mas eu não precisava de tamanha munição.

Queria um programa que pudesse rodar em background e ser controlado de outro computador, assim eu poderia, por exemplo, pôr um torrent para baixar usando o computador do trabalho e encontrar os arquivos quando chegasse em casa. No meio dessa busca, o Silveira me sugeriu o Transmission, e também me mandou um artigo do Xisberto tratando do programa.

O Transmission pode rodar de várias maneiras: como daemon, assim que o serviço inicia, ou como um programa comum, com interface gráfica (Qt, GTK e Mac). As interfaces são simples, porém funcionais. Abaixo, o screenshot da interface em GTK:

Interface GTK do Transmission

Também há uma interface web que pode controlar o daemon ou o cliente gráfico que você estiver usando. A interface é similar à do cliente gráfico, e baseada no look & feel do Mac:

Interface web do Transmission

O site do Transmission possui uma seção de add-ons que vale a pena consultar. Há várias maneiras alternativas de controlar o Transmission à distância, e um porte do Transmission para Windows a caminho.